Luiz Antonio de Assis Brasil PDF Imprimir
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Nasceu em Porto Alegre-RS em 1945, onde reside. É romancista, ensaísta, cronista, músico e novelista. É Doutor em Letras, com Pós-Doutorado em Literatura Açoriana, pela Universidade dos Açores-Portugal. Autor de romances, cujo cenário é, em parte, o Rio Grande do Sul, Assis Brasil divide seu tempo entre a escrita e as docências no Programa de Mestrado e Doutorado em Letras da PUC-RS e na Oficina de Criação Literária da mesma universidade, criada em 1985, e que já revelou nomes como Amílcar Bettega, Letícia Wierzchowski, Cíntia Moscovich, Daniel Pellizzari, Michel Laub, Monique Revillion e Daniel Galera. Autor de vasta obra, é um dos escritores que mais publicam no estado e no Brasil. Seus romances focalizam as origens do povo rio-grandense. Como características, procura desmistificar os heróis da nossa história revelando suas falhas e fraquezas mescladas com momentos de grandeza e, geralmente, tendo a história do Rio Grande do Sul como pano de fundo. Estréia em 1976 com o romance Um quarto de légua em quadro. 1978 é o ano de lançamento de A prole do corvo. Em 1981 publica Bacia das almas. No ano seguinte, Manhã transfigurada. Em 1985 lança aquele que, segundo o autor, é o seu livro com maior carga emocional, As virtudes da casa. Em 1986 sai mais uma obra, O homem amoroso, novela com forte acento autobiográfico. Cães da província, em 1987, retoma o ciclo histórico, adotando Assis Brasil o dramaturgo José Joaquim de Campos Leão, o Qorpo-Santo, como personagem e evocando os tenebrosos crimes da Rua do Arvoredo. O romance dá o título de Doutor em Letras ao autor e faz jus ao Prêmio Literário Nacional, do Instituto Nacional do Livro. Videira de cristal, que recria a saga dos Muckers, é lançada em 1990. Nova experiência é o romance em três volumes Um castelo no pampa, que se divide em Perversas famílias (1992) vencedor do Prêmio Pégaso de Literatura, da Colômbia, Pedra da memória (1993) e Os senhores do século (1994). Concerto campestre, Breviário das terras do Brasil e Anais da província-boi saem em 1997. Em 2001 publica O pintor de retratos, que conquista o Prêmio Machado de Assis, da Fundação Biblioteca Nacional. Em 2003 lança o livro A margem imóvel do rio, contemplado com três prêmios: Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira, Prêmio Jabuti (finalista menção honrosa) e Prêmio Açorianos de Literatura. Ainda em 2003 acontecem três publicações no exterior: O pintor de retratos sai em Portugal pela Editora Ambar, do Porto; O homem amoroso é publicado pela Editora l´Harmattan, de Paris (l´Homme Amoureux), e na Espanha, pela Editora Akal, de Madrid, é lançada a tradução de Concerto campestre (Concierto Campestre). Também em 2003 publica um livro de ensaios literários pela Editora Salamandra, de Lisboa: Escritos açorianos: tópicos acerca da narrativa açoriana pós-25 de abril. Em 2005 sai na França, pela editora Les Temps des Cérises, Breviário das terras do Brasil (Bréviaire des Terres Du Brésil.). Música perdida é lançado em 2006, o qual vence, em 2007, a Copa de Literatura Brasileira e recebe indicação ao Jabuti.  Em 2008 publica Ensaios íntimos e imperfeitos, uma coleção de pequenos textos de caráter poético e ensaístico. Segue com sua coluna quinzenal no jornal Zero Hora, de Porto Alegre. Atualmente exerce o cargo de Secretário de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul.