Mauricio de Sousa
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Mauricio de Sousa nasceu numa pequena cidade do estado de São Paulo, chamada Santa Isabel em outubro de 1935. Com poucos meses, Mauricio foi levado pela família para a vizinha cidade de Mogi das Cruzes, onde passou parte da infância. Outra parte foi vivida em São Paulo, onde seu pai trabalhou em estações de rádio algumas vezes. Enquanto estudava, trabalhou em rádio, onde também ensaiou números de canto e dança. Para ajudar no orçamento doméstico, desenhava cartazes e pôsteres. Chegou a fazer ilustrações para os jornais de Mogi. No entanto, queria desenvolver técnica e arte. Foi para São Paulo em busca de emprego. Conseguiu uma vaga de repórter policial no jornal Folha da Manhã, onde ficou cinco anos escrevendo reportagens policiais. Criou uma série de tiras em quadrinhos com um cãozinho e seu dono Bidu e Franjinha e ofereceu o material para os redatores da Folha. Essa passagem deu-se em 1959. Nos anos seguintes, Mauricio criaria outras tiras de jornal Cebolinha, Piteco, Chico Bento, Penadinho e páginas tipo tabloide para publicação semanal - Horácio, Raposão, Astronauta - que invadiram dezenas de publicações durante dez anos. Para a distribuição desse material, Mauricio criou um serviço de redistribuição que atingiu mais de duzentos jornais ao fim de uma década. Em 1970, Mônica foi lançada já com tiragem de duzentos mil exemplares. Foi seguida, dois anos depois, pela revista Cebolinha e nos anos seguintes pelas publicações do Chico Bento, Cascão, Magali, Pelezinho e outras. Seus trabalhos começaram a ser conhecidos no exterior e em diversos países surgiram revistas com a turma da Mônica. Na década de 1980, ocorreu a invasão dos desenhos animados japoneses. Para enfrentar o desafio, abriu um estúdio de animação a Black & White realizando longas-metragens. Estava se preparando para a volta aos mercados perdidos, no entanto não contava com as dificuldades políticas e econômicas do país. A inflação impedia projetos a longo prazo (como acontece com as produções de filmes sofisticados, como as animações), a bilheteria sem controle dos cinemas que fazia evaporar quase 100% da receita, e o pior: a lei de reserva de mercado da informática, que impedia o acesso à tecnologia de ponta necessária para a animação moderna. Mauricio, então, parou com o desenho animado e concentrou-se somente nas histórias em quadrinhos e seu merchandising, até que a situação se normalizasse. O que está ocorrendo. Conseqüentemente, voltaram os planos de animação e outros projetos, dentre eles a criação do primeiro parque temático, o Parque da Mônica, no Shopping Eldorado, em São Paulo, seguido do Parque da Mônica do Rio de Janeiro.