Nelson Pereira dos Santos PDF Imprimir
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Em julho de 2006, aos 77 anos, foi o primeiro cineasta a se tornar membro da Academia Brasileira de Letras, na cadeira de n√ļmero 7, cujo patrono √© Castro Alves, que pertencia anteriormente a Sergio Correia da Costa. Filho de um alfaiate e de uma dona de casa de origem italiana, Nelson Pereira dos Santos nasceu no bairro do Br√°s e foi criado no Bixiga, em S√£o Paulo. No in√≠cio dos anos 1950, formou-se pela Faculdade de Direito do Largo S√£o Francisco, atuou na imprensa, mas, apaixonado pelo cinema, fez curtas-metragens de inspira√ß√£o militante. Em 1952, escolheu ent√£o o Rio de Janeiro para morar e iniciou a trajet√≥ria que o tornaria um dos mais importantes precursores do movimento do Cinema Novo. Como diretor assistente trabalhou nos filmes O Saci (1951), Agulha no palheiro (1953), Balan√ßa mas n√£o cai (1953). Sua primeira realiza√ß√£o, como diretor, √© o filme Rio 40 graus (1955), filmado nas ruas da cidade e mostrando pessoas reais da cidade que adotou. Dois anos depois, concluiu Rio, Zona Norte. Nelson Pereira dos Santos fez mais de vinte filmes, entre os quais Vidas secas, Boca de ouro, Mandacaru vermelho, El Justicero, Fome de amor, Como era gostoso o meu franc√™s, Azyllo Muito Louco, Amuleto de Ogum, Jubiab√°, A terceira margem do rio, Cinema de l√°grimas e Tenda dos milagres. Em 1984, trabalhando com a obra-prima de Graciliano Ramos, Mem√≥rias do c√°rcere, conquistou o pr√™mio da cr√≠tica especializada no Festival de Cannes, Fran√ßa. Nelson foi professor e fundador do curso de Cinema da Universidade de Bras√≠lia (o primeiro do Brasil). Lecionou ainda na Universidade da Calif√≥rnia em Los Angeles e na Universidade de Columbia, em Nova York. √Č tamb√©m membro do Conselho Superior da Escola de Cinema de Havana. Seu trabalho mais recente √© o filme Bras√≠lia 18%, uma refer√™ncia √† baixa taxa de umidade do ar na cidade. Diretor, atuando como roteirista / argumentista, ora como produtor, ora como coprodutor, Nelson Pereira dos Santos est√° sempre presente na cena cinematogr√°fica brasileira e internacional, com longas-metragens que se inspiram igualmente na hist√≥ria e no imagin√°rio popular. Em junho de 2005, a Academia Brasileira de Letras homenageou sua obra, sobretudo a ligada √† literatura no ciclo A Literatura Brasileira no Cinema, sob coordena√ß√£o de C√≠cero Sandroni, quando foram exibidos e comentados v√°rios de seus filmes. Nelson Pereira dos Santos conquistou pr√™mios em festivais nacionais e internacionais (Cannes, Havana, Pol√īnia). Integrou o j√ļri do Festival de Veneza de 1986 e 1993 e, em reconhecimento ao seu trabalho, j√° foram organizadas mostras e retrospectivas em pa√≠ses como Fran√ßa, It√°lia, Canad√°, EUA e Jap√£o, entre outros.